segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

O vingador


Ele andava pelas ruas com um ar de desespero.
Estava com medo.
Mas medo de quê ?
De fato, nem ele sabia direito,
lembrava daquele sorriso,
daquele jeito de andar,
do seu modo pensativo.
Lembrava daquela que um dia o fez delirar.
Lembrava também daquele rosto jogado,
todo machucado, chorando.
E aquele homem com um olhar perigoso.
Lembrou da raiva que o consumia.
E do que ele acabara de fazer.
Daquele corpo moribundo jogado ao chão
e das suas mãos cobertas de sangue.
Ele não conseguia imaginar como aquela
criatura podia fazer mal a garota do lindo
sorriso.
Andava pelas escuras e frias esquinas.
Com um ar de vingança.

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

My different love !



Teu sorriso me trás felicidade
Há muito tempo pensei que fosse
impossível amar como agora o
amo.
Você deixou de ser “Aquilo”,
para ser Aquele que amo.
Sinto um amor diferente por
ti, amor de cumplicidade,
fraternal!
Incontáveis foram às vezes
que parei de chorar quando
te vi.
Você me faz sorrir.
Minha gratidão a você
é enorme.
Você me fez acordar,
me fez te amar.

Mundo fake !



Ela sabia que aquilo não era real.
Sabia que vivia nessa ilusão,
mas ela precisava daquilo.
Mantinha-se presa entre aquele
mundo fake para esquecer
aquele mundo real que tanto
a machucava.
Vivia naquele engano,
o aceitava muito bem.
Aquilo a viciava tão rápido
quanto viciam nas drogas.
Era a droga pessoal dela,
mas aquilo a afastava do mundo
real.
Mesmo assim ela continuava,
vivia em seu mundo fake.

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Pequena Criatura ²



Novamente ela chorava,
lamentava desta vez não pelo que ouvira,
mas pelas amargas palavras pronunciadas
por sua boca.
Ela não desejava aquilo,
quisera apenas sorrir.
Mas nenhum dos seus sonhos poderiam
torna-se real.
Precisaria falar aquilo,
precisaria se mover.
Será tão difícil entende - lá?
Encostada na parede.
Ela.
Imóvel pensava...

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

Pequena Criatura


Lágrimas quentes escorriam pela
face da criatura.
Ela pensava.
Pensava nas duras e secas palavras
que acabara de ouvir.
Pensava em como aquilo a tinha ferido.
Talvez ela preferisse levar uma tapa,
doeria menos.
Ou talvez fosse fosse melhor o silêncio
das perguntas.
Não saia um som que vinhesse dela,
apenas viam seus movimentos no escuro.
Uma lenta música tocava ao fundo e
podia ver o esforço da criatura para
manter-se viva.

domingo, 26 de dezembro de 2010

Pensamentos no ar

 
As vezes pego-me a pensar,
pra onde o tempo irá nos levar?
Quantas pessoas iremos conhecer?
Quando irei encontrar você?

Se tudo e todos que vemos e
ouvimos é real?
Ou se é mera efemeridade surreal?
Se amor verdadeiro pode existir?
Ou quantos corações a vida terá que partir?

Quantas vezes derramaremos lágrimas por alguém?
Se um sonho realmente pode se realizar?
Ou será que antes temos que acordar?